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No Radar - 24/11/2017

Por que contratar um seguro de vida não depende da idade?

Cada perfil está em um momento diferente da vida e tem necessidades distintas

Adulto segura as mãos de uma criança, que mostra um coração

O seguro de vida é um produto que, muitas vezes, não valorizamos devidamente até encararmos uma situação na família ou com algum conhecido na qual o seguro faria a diferença. Neste momento, infelizmente, pode ser tarde demais para obter essa proteção.

Há motivos de sobra para contratar uma apólice em qualquer momento da vida. Para ajudar você a entender melhor os benefícios e as necessidades mais comuns, conversamos com Alexie Laytynher, assessor de investimentos no escritório ADX Invest. Continue a leitura e confira abaixo as recomendações do especialista!

Por que contratar um seguro de vida: Razões por faixa etária

Não há uma razão universal para se contratar um seguro de vida, uma vez que cada indivíduo possui necessidades bem específicas. No entanto, é possível identificar padrões e motivações comuns por faixa etária, conforme listamos abaixo. Acompanhe a nossa classificação:

20 a 30 anos

Normalmente, essa é uma faixa etária em que ainda não há uma preocupação forte com o futuro – o que, financeiramente, pode ser uma atitude arriscada.

“Nosso grande desafio é fazer com que o jovem entenda que, da idade, o seguro de vida pode oferecer proteção”, diz Alexie Laytynher. “É preciso se perguntar: em caso de imprevistos, o quanto da sua vida você deixaria de aproveitar, ou qual seria o financeiro sem um seguro adequado?”.

O maior erro entre os jovens é pensar que o seguro de vida é usado somente em caso de morte. Na verdade, esta é uma ferramenta de proteção financeira que pode ser personalizada para oferecer diversos benefícios em vida.

Algumas coberturas opcionais garantem proteção em situações como internações hospitalares, diagnóstico de doenças graves e mesmo em casos de invalidez por acidente, a qual afetaria a capacidade de formar patrimônio.

“Os jovens estão preocupados em realizar sonhos, como viajar, comprar um apartamento, casar, ter filhos. Então é preciso ter consciência de como seria o reposicionamento da vida financeira no caso de uma limitação física, por exemplo”, lembra o assessor da ADX Invest.

Além disso, para essa faixa etária, o produto costuma ter preços mais baixos e menores exigências em relação à comprovação de saúde, facilidades que se complexificam ao longo do tempo.

30 a 50 anos

Esse é um momento no qual a vida financeira está melhor encaminhada. Neste grupo, é normal encontrar perfis com apartamento próprio, carro e um patrimônio relativamente bem construído, ou em construção.

Nesses casos, Laytynher explica que há duas motivações comuns para a contratação de um seguro de vida:

  • O nascimento de filhos, época em que se tem a percepção de “uma fronteira de responsabilidade muito alta”;
  • A preocupação em estruturar um processo de inventário para a família, principalmente em caso de morte inesperada, como por acidente.

A preocupação com o inventário acontece porque o processo costuma gerar custos entre 15% a 20% do valor total a ser transmitido. Esse custo envolve a cobrança de honorários advocatícios, emolumentos, custos e taxas processuais e do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) – que conta com projetos em discussão no Congresso para elevação da alíquota em todo o Brasil.

Enquanto o processo de inventário pode se arrastar por mais de um ano, o seguro de vida é pago em até 30 dias após cumpridas as exigências contratuais – já que não é considerado herança.

Dessa forma, muitas famílias usam o benefício pago pela seguradora para arcar com os custos de inventário e manter o padrão de vida da família durante um período inicial. No caso da cobertura de morte, há ainda a vantagem da isenção do Imposto de Renda (IR) e do ITCMD, e o fato de a indenização não estar sujeita às dívidas do segurado.

Além dessas situações, podem existir outros motivos para contratar um seguro de vida. “Uma vez atendi um médico em São Paulo nessa faixa etária que não tinha filhos e nem era casado, mas que sustentava a mãe”, conta Alexie Laytynher. “Esse médico estava preocupado em como ficaria a situação financeira dela se algo acontecesse com ele – então recorreu ao seguro de vida para ter essa tranquilidade”, explica.

50 a 65 anos

A sociedade apresenta hoje índices de longevidade cada vez maiores. Assim como para as faixas etárias anteriores, os seguros de vida na maturidade podem ser usados tanto para benefícios em vida – evitando o esgotamento do patrimônio em caso de doenças graves e invalidez por acidente – quanto para estratégias de planejamento sucessório.

Também vale lembrar que os beneficiários de seguros de vida não precisam ser os herdeiros. Não havendo impedimento legal, o seguro de vida permite a indicação praticamente de qualquer nome como beneficiário, desde filhos e netos a amigos e outras pessoas que tenham relação com o segurado.

Este conteúdo faz parte do Canal de Seguro de Vida, uma parceria entre a Prudential do Brasil e a InfoMoney.