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No Radar - 13/02/2019

Mulheres em busca de segurança financeira: conheça os mecanismos de proteção mais procurados

Produtos de seguro de vida são contratados como um modo de manter a segurança e a independência

O planejamento financeiro envolve algumas frentes. O primeiro passo é equilibrar a conta entre receitas e os gastos, para então seguir estratégias de acumulação e de proteção ao patrimônio.

Um dos melhores modos de se proteger financeiramente contra imprevistos é por meio da contratação de seguros de vida. Silvia Benucci, Head de Vida e Previdência na Cordier Investimentos, explica que o público feminino tem buscado essa alternativa com uma finalidade que vai muito além da indenização por morte: "elas escolhem proteções a tudo o que está relacionado à vida, como seguros contra doenças graves, acidentes pessoais e renda hospitalar", afirma. Essas são modalidades normalmente comercializadas como itens opcionais durante a contratação do seguro de vida – não é possível contratar apenas a cobertura opcional de modo separado.

Esses seguros garantem o pagamento da indenização em uma série de situações cobertas e previstas na apólice. Uma das doenças, por exemplo, é o câncer de mama, com grande incidência entre as mulheres atualmente. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que, nesse ano, serão registrados 59.700 novos casos. Quem busca a proteção financeira para esses casos, no entanto, deve se atentar que a indenização do seguro costuma ser paga somente para as situações previstas em contrato, nas condições gerais.

A cobertura de seguro de vida para os casos de câncer de mama é uma das mais relevantes para o público feminino, podendo ser contratada a cobertura de doenças graves na apólice do seguro. Com o benefício pago pela seguradora, a cliente pode usar o dinheiro da forma que desejar, como custear as despesas hospitalares e até buscar tratamento fora do país.

A contratação de itens opcionais é uma tendência forte no segmento de seguro de vida, trazendo os pagamentos de ben​efícios em vida para diferentes situações. Os seguros contra acidentes pessoais estão entre os maiores destaques nessa categoria, representando 15,6% de todas as parcelas pagas pelos clientes nos planos de seguros de pessoas, contra 39,3% de seguros de vida, segundo dados acumulados de 2017, até o mês de novembro, e divulgados pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi). Nesse mesmo período, os planos de risco em seguros​ de pessoas como um todo tiveram um faturamento de R$ 31,3 bilhões.

O cenário muda um pouco quando quem contrata o seguro são mulheres com filhos. Nesses casos, a cobertura por morte continua tendo um destaque maior no momento de estruturar o produto, de modo a proteger o futuro financeiro dos filhos.

Otimismo para os próximos anos

A especialista da Cordier Investimentos explica que o perfil da mulher que contrata um seguro de vida costuma ser de média a alta renda. "São mulheres independentes, que geram a sua própria renda e constroem a sua carreira, e elas contratam o seguro para ter a certeza de que essa independência vai continuar", afirma.

Silvia prevê, ainda, que a participação feminina crescerá ao longo dos próximos anos. "O mundo financeiro e do seguro anda muito em paralelo à renda e à carreira", afirma. "Então quanto mais avanços tivermos para a mulher ser independente financeiramente, ter a sua própria carreira e se empoderar, as decisões financeiras vão andar junto", explica. No Brasil, embora tenham cada vez mais mulheres chefe de família nos lares brasileiros, elas ainda são minoria, o que significa que ainda há um grande caminho a percorrer nos próximos anos.

Um estudo publicado pela Fidelity Investments, uma instituição financeira norte-americana que traz números como US$ 6,1 trilhões sob sua administração e 26 milhões de clientes individuais, ainda chama atenção para o fato de que as mulheres, quando tomam o controle de sua vida financeira, têm mostrado bons resultados.

A empresa contratou uma firma independente de pesquisa para analisar uma amostra de seus clientes entre os dias 1 e 11 de dezembro de 2016, e descobriu que as mulheres tiveram um retorno médio 0,4% melhor do que os homens – diferença que pode gerar um forte impacto no longo prazo – e pouparam proporções maiores de seus salários.

 

Fonte: INFOMONEY - Especiais Seguro de Vida